Educação, trabalho e outras formas de conter o estado de barbárie semicivilizada
- bezerramilleni
- 9 de jan. de 2024
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Atualizado: 16 de jan. de 2025
Numa versão de bolso, a obra Profissões para mulheres e outros artigos feministas (2012) captura a atenção do leitor, com a seleção que traz textos publicados, em vida, por Virginia Woolf, e divide-se em sete partes: Profissões para mulheres; A nota feminina na literatura; Mulheres romancistas; A posição intelectual das mulheres; Duas mulheres; Memórias de uma União de Trabalhadoras; e Ellen Terry. Em Profissões para mulheres – lido para a Sociedade Nacional de Auxílio às Mulheres, em 21 de janeiro de 1932 – discorre, de forma breve, sobre sua própria trajetória profissional, por meio da literatura, e menciona alguns dos nomes conhecidos (sem deixar de ressaltar a existência de desconhecidos), como George Eliot e Jane Austen, que abriram caminho para que mais mulheres pudessem caminhar. “[...] quando comecei a escrever, eram pouquíssimos os obstáculos concretos em meu caminho. Escrever era uma atividade respeitável e inofensiva. O riscar da caneta não perturbava a paz do lar”. Mais do que isso, VW compartilha a sensação ao iniciar a comercialização de seus textos: “ela teve uma ideia de [...] enfiar algumas daquelas página dentro de um envelope, colar um selo no canto de cima e pôr o envelope na caixa vermelha da esquina. Foi assim que virei jornalista; e meu trabalho foi recompensado no primeiro dia do mês seguinte – um dia gloriosíssimo para mim – com uma carta de um editor e um cheque de uma libra, dez xelins e seis pences” (p. 10). Entretanto, em tom confessional, declara: “os artigos têm que ser sobre alguma coisa. [...] descobri que se fosse resenhar livros, ia ter de combater um certo fantasma. E o fantasma era uma mulher [...] que costumava aparecer entre mim e o papel enquanto eu fazia as resenhas. Era ela que me incomodava, tomava meu tempo e me atormentava tanto que no fim matei essa mulher”.
Diante da estarrecedora declaração, VW explica que, tal mulher, trata-se na verdade da figura do “anjo do lar”, que dispõe de simpatia, encanto e altruísmo como principais características: “em suma, seu feitio era nunca ter opinião ou vontade própria, e preferia sempre concordar com as opiniões e vontades dos outros. E acima de tudo – nem preciso dizer – ela era pura. Sua pureza era tida como sua maior beleza – enrubescer era seu grande encanto” (p. 12). Sem cair nas garras da hipocrisia, VW também relembra que, ao final dos últimos anos de vida da rainha Vitória, todas as casas contavam com a presença desse anjo. Porém, “alguns excelentes antepassados [...] deixaram um bom dinheiro – digamos, umas quinhentas libras anuais [...]”, portanto, ela mesma “não precisava só do charme para viver” (p. 13). “Quer dizer, o que é uma mulher? Juro que não sei. E duvido que vocês saibam. Duvido que alguém possa saber, enquanto ela não se expressar em todas as artes e profissões abertas às capacidades humanas” (p. 14). Nesse sentido, a autora destaca a importância de poder ouvir mulheres e suas experiências de fracassos e sucessos. Então, não só emite um alerta às próximas gerações de mulheres, mas, também, lhes diz mais sobre a experiência de contar histórias, para além de resenhar romances famosos, a partir de um “espírito tão tímido e esquivo, a imaginação”. Sem meios termos, a autora também alerta que “mesmo quando o caminho está nominalmente aberto – quando nada impede que uma mulher seja médica, advogada, funcionária pública –, são muitos, imagino eu, os fantasmas e obstáculos pelo caminho. Penso que é muito bom e importante discuti-los e defini-los, pois só assim é possível dividir o trabalho, resolver as dificuldades. Mas além disso, é necessário discutir as metas e os fins pelos quais lutamos, pelos quais combatemos esses obstáculos tremendos. Não podemos achar que essas metas estão dadas; precisam ser questionadas e examinadas constantemente” (p. 18).
A nota feminina na literatura – da obra (1904) de W. L. Courtney; Mulheres romancistas – da obra (1918) de R. Brimley Johnson; e Duas mulheres – de “Cartas de Lady Augusta Stanley” e “Emily Davies e Girton College” (1927); tratam de resenhas nas quais a autora destaca a importância de pensar a questão de autoria, intelectualidade e os entraves enfrentados por autoras como Charlotte Brontë. A escritora observa que, até o começo do século XIX, a mulher de renome era invariavelmente uma aristocrata, como uma grande dama que escrevia cartas e tinha influência política. Poucas eram as mulheres, entre a imensa classe média – “o grande reservatório de onde extraímos nossos homens ilustres”, com “um número singularmente reduzido de mulheres capazes de ladeá-los – que alcançaram posições de destaque”, enquanto se analisava “a idade com que se casavam, o número de filhos que tinham, a privacidade que lhes era negada, as rendas que não possuíam, as convenções que as sufocavam, a educação que nunca recebiam”. Além disso, “opressivo e sufocante era o que podemos chamar de educação negativa, que decreta não o que se pode fazer, e sim o que não se pode fazer. Provavelmente, apenas as mulheres submetidas a ela podem entender o peso do desestímulo ao ouvirmos constantemente que, como mulheres, nunca se espera muita coisa de nós...” (p.54).
Tal condição imposta às mulheres inferiorizam-nas a ponto de cultivar o autodesprezo, como VW ressalta ao mencionar que a rainha Vitória se enfurecia ao ouvir qualquer menção aos direitos das mulheres; ou quando acreditavam que “a essência das mulheres é serem sustentadas pelos homens e servirem a eles” (p. 55). Ainda, no que diz respeito às Artes, pouca era a oferta de cursos de pintura; as aulas de piano mecanizavam a prática; quanto aquelas que escreviam, a autora destaca que “escrever era a arte mais acessível, e escrever elas escreviam, mas livros profundamente influenciados pelo ângulo de onde eram obrigadas a olhar o mundo. Em razão do tempo ocioso – sem propósito ou dinheiro próprio – a maioria dessas mulheres buscavam consolo na religião, ou se entregavam “aquele perpétuo devaneio que é tão perigoso” – citando Florence Nightingale –, chegando a invejar as classes trabalhadoras. “Havia a castidade, claro, e a inocência, a doçura, a generosidade, a afabilidade virginal” (p. 58) que podiam ser abaladas caso tais mulheres recebessem melhor educação, pois “há um instinto masculino forte e inextirpável de que uma jovem culta ou mesmo talentosa é o monstro mais intolerável de toda a criação”, fruto de “preconceitos, sólidos como raízes fundas, mas impalpáveis como uma neblina dos mares” (p. 59).
Em Ellen Terry (1941), apresenta suas impressões sobre a atriz de teatro britânica estudiosa da obra de Shakespeare. Terry recebeu uma educação artística informal, desde os primeiros anos esteve envolvida com os palcos. Era uma mulher que parecia ter o dom de interpretar papéis como Desdêmona, Ofélia ou Pórcia, como se esses tivessem sido feitos para si. Posteriormente, casou-se com um famoso pintor de idade, que a transformou em sua musa pessoal; depois de esposa, tornou-se mãe, dona de casa, indo à igreja todos os domingos – vivendo a “vida ideal” (p. 100). Até que Terry reencontra um velho conhecido, retorna aos palcos e passa a ganhar as suas quarenta libras semanais; aquela mulher, outrora já acostumada ao novo estilo de vida, agora se vê novamente com a coroa de Lady Macbeth. “Os dois quadros são contraditórios, mas ambos são da mesma mulher”. VW eterniza Terry e declara abertamente sua afeião ao rememorar que “cada um daqueles momentos áureos em que ela se desmaterializa, deixa de ser ela mesma, é resultado de meses de estudos minuciosos”, de uma “mulher mutável, puro instinto, afinidade e sensação, tão dedicada e ciosa da dignidade de sua arte quanto o próprio Flaubert. [...] ela vive o papel até se transformar nele”. E ainda, parafraseando a máxima de Terry, orienta as companheiras: “a principal fonte de sua arte é a imaginação. Visite manicômios, se quiser; tome notas, observe, estude sem cessar. Mas, em primeiro lugar, imagine”, uma vez que “a Arte precisa daquilo que podemos lhe dar”.
Já A posição intelectual das mulheres, surge em resposta às publicações de Arnold Bennett e Desmond MacCarthy (sob o pseudônimo de “Falcão Afável”), que intentavam contra as mulheres, a partir do olhar depreciativo dos homens. Neste cômico capítulo, a autora consegue arrancar boas risadas de quem a lê, por meio de uma fina ironia ao “trocar farpas” com dois intelectuais que pensavam não haver riscos ou impedimentos para seus argumentos reducionistas à população inglesa. Insistiam na tese de inferioridade intelectual das mulheres, colocando em cheque até mesmo a produção de Safo. As respostas, ocorridas via edições da Newstatesman, foram encerradas após a publicação de VW, que finaliza com o seguinte trecho: “Mas o que é necessário não é apenas a educação. É que as mulheres tenham liberdade de experiência, possam divergir dos homens sem receio e expressar claramente suas diferenças [...]; que todas as atividades mentais sejam incentivadas para que sempre exista um núcleo de mulheres que pensem, inventem, imaginem e criem com a mesma liberdade dos homens e, como eles, não precisem recear o ridículo e a condescendência. Essas condições, a meu ver muito importantes, são dificultadas por declarações como as de Falcão Afável e Mr. Bennett, pois para um homem ainda é muito mais fácil do que para uma mulher dar a conhecer suas opiniões e vê-las respeitadas. [...] caso tais opiniões prevaleçam no futuro, continuaremos num estado de barbárie semicivilizada. Pelo menos é assim que defino a perpetuação do domínio de um lado e, de outro, da servilidade. Pois a degradação de ser escravo só se equipara à degradação de ser senhor” (Falcão Afável respondeu que se a liberdade e a educação de mulheres estavam sendo dificultadas pela expressão de suas opiniões, não discutiria mais).
O capítulo Memórias de uma União das Trabalhadoras (1931), diz respeito ao ensaio escrito como introdução ao livro chamado “A vida como conhecemos”, a convite da Cooperativa de Trabalhadoras. Mesmo que a própria VW tenha afirmado que “preferia ser afogada a escrever um prefácio a qualquer livro que seja”, pois “os livros devem valer por si”, sensivelmente, escreve uma profunda reflexão, “não para o público”, mas para as mulheres em questão, acerca do trabalho desempenhado por elas, após ter contato com alguns artigos enviados para a apreciação. Revisitando memórias de 1913, a autora conta com detalhes sobre o dia em que participou de uma reunião, com todo aparato e roteiro de espaços em que são discutidos assuntos da lei. “Uma sineta tilintou; uma figura se levantou; do meio de nós saiu uma mulher; subiu no estrado; falou exatamente cinco minutos; desceu. [...] Cada uma delas ia até a tribuna, dizia o que tinha a dizer e dava lugar à seguinte. Aquela regularidade tinha algo de militar. [...] A oradora ia até a tribuna armada com seu discurso. Trazia no rosto decisão e determinação. Havia tantas coisas a dizer entre os toques da sineta que não podia perder um segundo. [...] Logo ficou evidente que as ideias que se estendiam por uma área tão grande da Inglaterra eram ideias vigorosas, de espíritos trabalhando com grande energia” (p. 67-68). As mulheres às quais se refere estavam “pensando de maneira construtiva e combativa” os direitos políticos, em questões públicas, sobre a reforma das Leis do Divórcio, nos impostos territoriais, no salário mínimo, na assistência à maternidade, na Lei dos Conselhos de Fábrica, na educação para maiores de 14 anos, e na instituição do Sufrágio para os adultos. “Havia debate e oposição, perdiam resoluções, venciam emendas”. Preservando a pessoalidade do discurso, VW relembra que, à época, como parte das convidadas vindas de Londres, chegou a pensar: “se todas as reformas reivindicadas fossem atendidas naquele mesmo instante, isso não moveria um único fio de minha cabeça capitalista. Logo, meu interesse é meramente altruísta. É um verniz superficial e desbotado” (p. 69).
A literata sentia uma espécie de separação entre si e os atores; como mera espectadora existia o vazio entregue pela razão. “O espírito podia estar ativo; o espírito podia ser agressivo; mas o espírito não tinha pernas ou braços para impor sua vontade” (p. 70). Também revela o enorme desânimo e irritação ao presenciar aquelas cenas. Todavia, quando escutava falas como a de uma mulher que reclamava da condição de trabalho do marido e de suas dificuldades com as tarefas de casa, ela encarnava tais dores, eixigindo “uma reforma dos aparelhos e equipamentos domésticos” (p. 71). Se valendo do teor intimista, admite que nenhuma daquelas mulheres parecia ter o padrão de vida da classe média, pois não possuíam casas com poltronas, luz elétrica ou água quente, colinas gregas ou baías mediterrâneas em seus sonhos; padeiros e açougueiros não lhes entregavam pedidos, elas não reservavam por telefone um lugar no teatro (se saíam, levavam comida na sacola e bebês no colo); e não percorriam a casa dando ordens aos empregados. Ao contrário, usavam seus braços para esfregar as roupas sujas, “por isso tinham um corpo atarracado e musculoso, mãos grandes, gestos lentos e pesados de gente que fica rígida muito tempo e então se joga exausta numa cadeira de costas duras. Não tocavam nada de leve. Agarravam os papéis e canetas como se fossem vassouras. Tinham um rosto decidido, cheio de rugas e vincado de sulcos. Era como se estivessem com os músculos sempre tensos e no limite. Os olhos pareciam estar sendo postos em algo concreto – panelas fervendo, crianças fazendo molecagens. Os lábios nunca mostravam as emoções mais leves e soltas que aparecem quando o espírito está plenamente à vontade com o presente. [...] Eram nativas da terra, com raízes num lugar só” (p. 73). Quando as reuniões terminavam, cada uma das participantes se dispersava de volta para Yorkshire, Gales, Sussex e Devonshire, guardavam suas roupas no armário e voltavam a trabalhar.
Certa vez, em visita à sede da União, VW conheceu Miss Kidd – uma figura que despertou sua curiosidade em razão da forte expressão autoritária, que ficava logo à porta de recepção, com sua máquina de escrever. “Parecia carregar nos ombros uma dose extra das injustiças do mundo” (p. 75). Posteriormente, em um fragmento das cartas enviadas, se depara com o depoimento dessa mesma mulher, que relata: “quando eu tinha dezessete anos, meu patrão da época, um cavalheiro de boa condição social e alta posição na cidade, mandou que eu fosse à sua casa certa noite, a pretexto de apanhar um pacote de livros, mas na verdade com um objetivo muito diferente. Quando cheguei à casa toda a família estava fora e, antes de me deixar ir embora, ele me obrigou a me render a ele. Fui mãe aos dezoito anos”. Quanto às demais cartas escritas pelas associadas, embora pudessem ser consideradas fragmentárias, “rudimentares”, com erros de gramática, pois eram escritas nos intervalos do serviço doméstico; na verdade, continham “a própria vida como tema” (p. 82). Muitas coisas se transformaram desde a data em que VW observou, pela primeira vez, essas mulheres; houve a guerra e algumas mulheres morreram. Mas a coletânea desses textos, datilografados e marcados com fotos desbotadas chegaram em suas mãos. Assim pôde rever alguns rostos conhecidos, e conhecer suas histórias e passados – de trabalho escravo, pobreza no lar, inúmeros partos até tentativas de suicídio.
Embora nomeie sua solidariedade como “estética” ou “fictícia”, pois partia apenas da imaginação, e era “fisicamente incômoda”, reforça que “as mulheres da União são magníficas de se olhar. Damas com vestidos de noite [...] não têm a qualidade escultural que essas operárias têm. E mesmo que tenham uma menor gama de expressões, as poucas que possuem mostram uma força e uma ênfase, cômica ou trágica, que falta ao rosto das damas. [...] Quantas palavras devem aparecer no vocabulário dessas mulheres e que já se apagaram do nosso! Quantas cenas devem estar adormecidas em seus olhos, e que nossos olhos nunca viram! Quantas imagens, provérbios e ditados ainda devem ser habituais para elas, e que nunca chegaram à palavra impressa, e muito provavelmente elas ainda conservam a capacidade, que perdemos de criar novos” (p. 77-79). Tempos depois, as trabalhadoras tinham se afeiçoado à literatura; liam enquanto cozinhavam, faziam as refeições ou antes de ir à fábrica, e se juntavam, na União, para ler coletivamente enquanto costuravam. Longe das panelas, podiam se sentar e pensar. “Naturalmente, a leitura levou à argumentação” (p. 86). Dessa forma, “aprenderam a discorrer com autoridade e ousadia sobre todas as questões da vida cívica” (p. 89). “A poesia e a ficção parecem muito distantes do horizonte delas. [...] E no entanto como a escrita é uma arte complexa, muito tingida de vida, essas páginas têm algumas qualidades até literárias que os cultos e letrados podem invejar” (p. 91). Enquanto editora, ainda reitera o conhecimento das dificuldades enfrentadas por elas ao redigir seus textos; mesmo assim reconhece o desempenho deste coletivo de mulheres, que têm “minha constante amizade e admiração” (p. 93).
A autora britânica obteve êxito com romances e contos publicados, mas, também, dedicou-se à produção de resenhas, ensaios e artigos, os quais, em grande parte, direcionava às mulheres inglesas de sua época. Ironicamente, os temas de vida abordados perpassam fronteiras espaciais e temporais, reverberando no pensamento de mulheres ao redor do globo. Notadamente, se coloca como uma mulher de classe média que, a partir desse lugar, sintetiza as principais problemáticas vividas por ela e por mulheres de outras classes e condições. Por fim, mesmo que Virginia Woolf não se identificasse como árdua ativista social, o dia em que “Mrs. Dalloway resolveu ela mesma ir comprar as flores”, também deu vazão às milhares de vozes femininas sufocadas pela política capitalista. Assim, despretensiosamente, promove transformações sociopolíticas que eternizam a autora como peça fundamental à teoria feminista – para além das barreiras do continente europeu.
BIOGRAFIA
Virginia Adeline Stephen Woolf nasceu em Londres, Inglaterra, em 1882. Seu pai, um crítico literário, foi quem a educou. Figura central do grupo Bloomsbury, do qual também participaram E. M. Forster, Katherine Mansfield, Maximo Gorki, entre outros, colaborava com o Times Literary Supplement. Em 1912, casou-se com Leonard Woolf e fundou a casa editorial Hogarth Press, que lançou, além da própria escritora, T.S. Elliot, Forster e K. Mansfield. Foi a primeira editora a publicar a obra de Sigmund Freud, em inglês. Seu primeiro livro, A viagem, foi publicado em 1915. Depois vieram, entre outros, Noite e dia (1919), Mrs. Dalloway (1925), O quarto de Jacob (1922), Rumo ao farol (1927), Orlando (1928), Um teto todo seu (1929), As ondas (1931). No início da década de 1930, Virginia já apresentava um histórico de saúde mental frágil, que culminaria no seu suicídio, em 1941.
REFERÊNCIAS
WOOLF, Virginia. Profissões para mulheres e outros artigos feministas. Tradução de Denise Bottmann. Porto Alegre, RS: L&PM, 2021. 112p.



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